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03/10/2019

Papel do veterinário na prevenção aos maus-tratos é tema de palestra na Câmara

Evento faz parte da Terceira Semana de Proteção Animal. 

 

Como um médico veterinário deve se comportar em situações de crueldade, do ponto de vista ético e legal?! A questão foi a introdução na palestra proferida nesta quinta-feira, 04, no Plenário do Legislativo pelo professor de medicina veterinária da UFJF, Rodolfo Firmino. A palestra faz parte das programações da Semana de Proteção Animal, organizada em parceria com  Comissão de Defesa dos Animais, composta pelos vereadores Marlon Siqueira (MDB), Zé Márcio Garotinho (PV) e João Coteca (PR). 

De acordo com Rodolfo, é preciso educar a população para a realidade das necessidades e características dos animais para compreender as especificidades da vida adulta dos animais, as adequações alimentares, a prevenção das doenças e os investimentos financeiros necessários. "O fato de pegar um animal é uma responsabilidade porque é preciso refletir se há condições para dar assistência e evitar maus-tratos. Esse é um dos desafios de quem procura ser protetor dos animais. Quando os animais envelhecem, eles vão apresentar complicações naturais da idade, como diabetes, restrições de movimentos, o que vai exigir mais atuação dos tutores", disse o professor explicando ainda que as orientações sobre essas questões aos protetores e tutores é um dos papéis fundamentais do médico veterinário. 

O professor explica que a crueldade animal é definida como sendo a agressão à integridade física do animal. Já o conceito de maus-tratos é configurado pela Decreto 24.645, resolução 1.236. "É mais complexa essa indicação porque há muitas variáveis e situações, e pelas redes sociais há alguns apontamentos equivocados. Ele exemplificou: "deixar o animal no canil por uma hora sem água e comida para limpar ou para a entrada e saída de carros, não é maus-tratos. Deixá-lo lá por um tempo a ponto de prejudicá-lo, sim. Mas uma foto em rede social não tem como dar essas informações. E muitas vezes cria situações complicadas para a análise e cria também muitos problemas".

Sobre os cuidados em ambientes com muitos animais, Rodolfo esclarece que a proteção nesses ambientes é o que diferencia a condição de protetor para a condição de acumulador. É a capacidade de administrar os locais que irá definir o enquadramento da pessoa. “Por isso, esses ambientes precisam de muita atenção”. Dentre os principais riscos desses ambientes estão: facilidade de acesso de vetores, dificuldade de manter ambiente limpo, facilidade em disseminação de doenças e impacto ambiental. "Não podemos é simplificar que proteção animal são apenas cães e gatos. É preciso ter a perspectiva dos animais selvagens e a proteção de tais animais. É o caso dos morcegos, das maritacas, das capivaras", afirma Rodolfo  

Outro ponto levantado ao professor durante a interação da palestra foi a esporotricose. Ele esclareceu que a Esporotricose é uma das principais zoonose que acomete os animais. E a doença tem um tratamento demorado e precisa ser relatado aos órgãos públicos. A indicação em casos avançados, dependendo obviamente da análise veterinária, é de eutanásia. "A aparência é um indicador, mas não é suficiente para um diagnóstico de que não há cura. Por isso, a decisão sobre a vida do animal precisa da avaliação do especialista. 

O vereador Marlon Siqueira ressaltou que Juiz de Fora é exemplo de proteção animal em Minas Gerais e ressaltou a parceria da UFJF e de entidades da cidade no esforço da proteção. Ele  lembrou, ainda, do falecimento de Rosana Viana, fundadora da Clínica Pronto Vet, cujos trabalhos foram fundamentais para a cidade. 


 

Informações: 3313-4734 / 4941 - Assessoria de Imprensa

 

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