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27/11/2019

Audiência pública discute problemas no transporte coletivo em Marilândia e implantação do binário na Cidade Alta

PJF anunciou reforço com mais ônibus nas linhas que atendem o bairro e sobre o binário aguardam resposta do DNIT

 

Com cerca de 30 inscritos para usar a palavra e debater os problemas do transporte coletivo, o Plenário da Câmara sediou uma audiência pública na tarde desta terça-feira, 26. A audiência foi proposta pelo vereador Juraci Scheffer (PT), com o objetivo de esclarecer também as questões ligadas às alterações no trânsito e implantação do binário na Cidade Alta, haja vista que a população e os empresários locais estão preocupados com o impacto das mudanças.

Estiveram presentes os moradores dos bairros Marilândia, Jardim da Serra, Bom Jardim, São Pedro e região, além dos secretários de Governo, Bebeto Faria, de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano, Luiz Cláudio Santos Pinto, o Diretor-presidente da Empav, Fúlvio Albertoni, Subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Themístocles Júnior, representando a secretaria de Obras, Renato Dantas, o gerente de Departamento de Estudos e Projetos da Settra, Andreia Santos, entre outros.

Em sua fala de abertura o proponente levantou também a questão da tarifa. “A relação público privada com o transporte em Juiz de Fora nunca foi muito republicana (...) sempre há uma discussão na questão tarifária, ninguém está falando sobre desonestidade e nem acusando ninguém, mas sempre tem uma preocupação em relação a isso” explicando que quando há um contrato, como é o caso das empresas de ônibus que prestam o serviço do transporte público, as duas partes precisam cumprir o que foi estabelecido. Ele explicou ainda que apenas quando tiver sido cumprido tudo o que rege o contrato é que poderia haver reajuste da tarifa. 

“A Settra tem funcionários muito capacitados e competentes, mas infelizmente falta um pouco de sensibilidade para lidar com as questões comunitárias”, lamentou Juraci, considerando que muitas vezes os horários ou as rotas são alterados sem consultar a comunidade. Além disso, há a necessidade de revisar as linhas nos bairros onde a população vem aumentando em virtude dos novos empreendimentos imobiliários que inauguram centenas de unidades. “Queremos um projeto de transporte urbano para Juiz de Fora, que hoje tem 600 mil habitantes e daqui 30 anos terá 1 milhão de habitantes.”

Entre os inscritos que usaram os três minutos para participar da discussão, o presidente da Associação de Moradores do Jardim da Serra, Anderson Herédia, contou que muitas vezes chega no ponto de ônibus e encontra 50 pessoas esperando o coletivo. “Tem que ser imediato, tem que acionar o Ministério Público, tomar uma providência porque ninguém aguenta mais! Você pega hoje um ônibus no Aeroporto, quando ele entra na Itamar Franco o motorista já não para, porque não tem como entrar mais gente”, declarou Anderson. Já o líder comunitário do bairro Bom jardim, Yuri Fófano, questionou se há a necessidade de tantos pontos de ônibus dentro do bairro, alguns com distância de 50 metros, o que prolonga o tempo da viagem.

O subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Themístocles Júnior, contou que dentro de duas semanas a prefeitura vai enviar um Projeto de Lei para a Câmara sobre o transporte coletivo urbano. “Essa nova lei tem muitos tópicos apontados pela CPI, que teve importância fundamental nesse processo”, explicando que Lei atual é de 1968 e tem muitos pontos defasados. Na nova Lei os laudos de vistoria dos ônibus devem ser certificados por um engenheiro mecânico ou um instituto credenciado pelo Inmetro. 

Com relação aos questionamentos sobre o transporte no bairro Marilândia, Júnior informou que a linha 520 tem dois ônibus fixos e dois extras, e a partir de dezembro serão mais dois, um total de quatro horários de ônibus de manhã e quatro à tarde para tentar atender a demanda, lembrando que as linhas 531 e 537 também passam pelo bairro. Já sobre o binário da 440, “é uma obra do DNIT, portanto, do Governo Federal, fizemos uma solicitação de uma adequação da chegada da 440 no trevo do Casablanca e o DNIT não nos respondeu porque o projeto deles não atende ao que a Settra visualizou como a melhor alternativa do viário ali. Na semana passada fizemos uma nova solicitação para que o DNIT se posicione oficialmente.”

O diretor-presidente da Empav, Fúlvio Albertoni, esclareceu que a empresa está com todas as certidões em dia e dando início às obras de recuperação do asfalto em alguns pontos da cidade. “Tão logo começarmos a receber recurso de fato, final do ano e ano que vem, vamos começar a priorizar as vias onde passam os ônibus. Como não dá para pavimentar a cidade inteira, os corredores de transporte serão priorizados” explicando que muitas vezes o ônibus quebra por problemas na pavimentação. Fúlvio falou também sobre o Colab, “é um canal direto onde a população consegue conversar com o poder público, cobrar e ter as respostas”, defendeu. 

 

Informações: 3313-4734 / 4941 - Assessoria de Imprensa

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