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19/05/2017

Crise política em Brasília repercute na Câmara de Juiz de Fora

A 3ª reunião ordinária realizada na noite desta quinta-feira, 18, foi marcada por debates envolvendo a mais recente crise política do país, com denúncias que recaem em cima do senador Aécio Neves e do presidente Michel Temer. O vereador Rodrigo Mattos (PSDB) e presidente da Casa, subiu à Tribuna para falar sobre as denúncias divulgadas contra o líder nacional do seu partido. 
 
“Queria dividir meu posicionamento com vocês. Ao contrário do que os vereadores Betão e Castelar fazem aqui, defendendo Lula ou Dilma, os partidos precisam fazer uma autocrítica. Eu admiro o trabalho que Betão faz em defesa do PT, mas eu não consigo fazer o que vocês fazem. Toda a população se revoltou contra o senador Aécio. E comigo não foi diferente. Você ver o líder do seu partido cair desta maneira é muito duro e triste. Eu não consigo fazer uma defesa do que não tem defesa. Infelizmente, no momento como este, o presidente de um dos maiores partidos do Brasil ser flagrado pedindo R$ 2 milhões é uma conduta que não tem defesa”, enfatizou Rodrigo.
 
Mattos se disse desiludido com a política é e contra as eleições gerais. “Tentamos manter o partido aqui em Juiz de Fora da melhor forma possível. As pessoas perderam a noção do que é certo. É uma tragédia o que está acontecendo com o Brasil, nossa república está podre. A classe política não tem a menor condição de dar qualquer resposta para a população. Mas quando eu vejo os vereadores Betão, Castelar, Cido defendendo eleições gerais, eu considero golpe em cima do golpe. A regra do jogo seria uma eleição indireta até as eleições de presidente, deputados, etc. Este é o caminho que a regra do jogo prevê. Não sabemos, neste momento, o que aconteceria numa eleição geral. Quero deixar claro que o meu sentimento é de decepção. Nunca fiquei satisfeito e feliz com denúncias contra Lula, contra Dilma. Vamos torcer para que consigamos uma saída”. 
 
O presidente do Legislativo finalizou falando sobre o papel da Câmara neste momento. “Em Juiz de Fora, nosso papel é continuar o trabalho árduo. Nos manifestar, votar leis importantes e, principalmente, estar perto da população, o que tem nos diferenciado. É o que temos feito, com transparência, com a implantação da JFTV Câmara, com eventos nas escadarias do Legislativo, com a presença da Câmara na vida da cidade”.
 
O vereador Betão (PT) rebateu algumas críticas de Rodrigo. Para o petista, não existe regra do jogo como dito pelo tucano. “As pessoas estão sendo presas por delação. E neste caso específico do Aécio, foi flagrante. Temos que mostrar estas diferenças. O caso específico do Aécio é diferente, com gravações, filmagens.”
 
Sobre as reformas da Previdência e Trabalhista, Betão afirma que as manifestações dos trabalhadores estão conseguindo brecá-las. “O desgoverno, ilegítimo, golpista do Temer, não consegue votos necessários para aprovar as reformas. Simplesmente fritaram o Temer. A base de sustentação foi eliminada porque a mídia não está dando mais apoio. Ele não renunciou hoje porque pode ser preso. O cerne do golpe foi dado para atacar os direitos dos trabalhadores. É isso que está acontecendo no mundo inteiro. Mas, felizmente aqui, estamos mobilizados por meio dos sindicatos para brecar isso. O fato é que não podemos deixar de colocar na ordem no dia uma reforma política no país. A crise tem origem nos financiamentos de campanha, não só no Brasil. Importante que os senhores vereadores se engajam nesta discussão”, argumentou.
 
O vereador Wanderson Castelar (PT) defende eleições diretas. “Não há outra alternativa do que eleição direta, em todos os níveis, de presidente a vereador. Esta é a posição que a população espera. Só se resolve a situação convocando novas eleições. Esperamos, agora, um retrocesso nas propostas de mudanças na previdência e nas leis trabalhistas. Preferiram tirar um governo legitimamente eleito e colocar o que temos hoje. Por isso estamos à beiro do abismo.
 
Outros parlamentares também manifestaram.  Charlles Evangelista (PP) é contra intervenção militar e a favor de eleição direta. “Vamos torcer para que a Justiça faça o seu papel e coloque todos na cadeia”. Finalizou defendendo o juiz Sérgio Moro. 
 
Cido (PSB) disse que o Congresso Nacional não tem credibilidade para poder discutir reformas tão importantes. “ A população tem que se mobilizar e exigir eleições gerais no Brasil”.
 
Dr. Adriano Miranda (PHS) se disse enojado com o que vem acontecendo no país. “O que me indigna mais são os discursos hipócritas, subestimando nossa inteligência, uma verdadeira agnosia visual (enxerga e não consegue entender). 
 
Vagner de Oliveira (PSC) enfatizou que os políticos precisam juntar os cacos e reconstruir o país. “Nosso Brasil tem tudo para crescer, precisamos juntar os cacos e reconstruir o país, pensar em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no Brasil. Quanto às reformas, agora é o fim. Caiu a máscara de cada um”. 
 
Antônio Aguiar (PMDB) disse que não se pode passar a mão na cabeça de ninguém. “Temos que defender o Estado de Direito e não o PT, o PMDB ou o PSDB. A constituição está sendo rasgada. A política inicia no município e somos nós que temos que puxar pela legalidade dos direitos”. 
 
 
Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de imprensa

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