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16/03/2018

Debate sobre Plano Diretor destaca importância de pacto social para a construção de uma cidade possível

A Comissão de Urbanismo da Câmara Municipal realizou um debate público na noite desta quinta-feira, 15, para discutir os efeitos do Plano Diretor pelos próximos dez anos. O documento entrou na ordem do dia na reunião ordinária desta sexta-feira, 16.  A mesa foi composta pelos membros da comissão, além dos arquitetos Demetre Anastassakis, Cláudia Pires e representantes do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) em Juiz de Fora e também do Clube de Engenharia.

O presidente da Comissão de Urbanismo, Zé Márcio Garotinho (PV), disse que a aprovação do Plano Diretor é muito importante, mas que a comissão “não abre mão do amplo debate e transparência sobre a proposta”. De acordo com Garotinho, a expectativa é que o projeto tramite no plenário por três períodos legislativos, já que provavelmente os outros vereadores farão emendas ao texto original. “Temos que ter consciência que o plano que vamos aprovar será o responsável pelas diretrizes urbanas da cidade pelos próximos 10 anos”, afirmou.

A importância da construção de um pacto social entre os diversos agentes sociais de Juiz de Fora foi um dos principais pontos da fala do arquiteto Demetre Anastassakis. Segundo ele, “temos que tomar medidas que valorizem a cidade e os seus imóveis e que esse aumento de valor seja dividido por toda a cidade.” Para Demetre, a noção de que para que alguém ganhe algo outra pessoa tem que perder é obsoleta.

“A população tem o costume de demandar educação, saúde e segurança, mas ela também sofre os impactos negativos da cidade. O planejamento urbano tem que ser parte da discussão cotidiana das pessoas, pois só assim o Plano Diretor vai ser um instrumento colaborativo na gestão democrática da cidade.”, afirmou a arquiteta e urbanista Cláudia Pires.

Fazendo coro a Demetre e Cláudia, o presidente do IAB Juiz de Fora, Rogério Mascarenhas disse que o pacto social é importante para “que possamos construir a cidade possível e não a ideal, através de um consenso entre a sociedade”. Rogério chamou a atenção dos presentes para o momento decisivo que Juiz de Fora vive em relação ao futuro. “Nós estamos nos tornando uma pequena metrópole, mas ao mesmo tempo, podemos fazer diferente e crescer diferente de outras grandes cidades, onde os problemas urbanos são quase impossíveis de serem solucionados”, analisou.

Por fim, o representante do Clube de Engenharia, Carlos Eduardo Manera, lembrou que o Plano Diretor vai servir como um norte para o desenvolvimento urbano da cidade, procurando estabelecer harmonia entre o desenvolvimento econômico, ambiental, cultural e social. “O Plano Diretor apenas cria as diretrizes básicas. Ele precisa ser executado através dos planos setoriais”, afirmou. Entre os planos setoriais mencionados no debate estão o Plano Municipal de Redução de Riscos e as políticas municipais em relação a mobilidade urbana, planejamento habitacional e meio ambiente.

A população pode enviar sugestões de medidas sobre os diversos temas da alçada da Comissão de Urbanismo através do email participecomissaourbanismo@camarajf.mg.gov.br .


Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa






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