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10/05/2018

Roda de conversa debate processo de envelhecimento e relação do idoso com a cidade

“Até podemos ficar idosos, mas não podemos ser velhos. Desde que nascemos, a cada minuto, a cada dia, envelhecemos. Para que possamos discutir sobre esse processo nos reunimos aqui hoje”,  disse a presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos do Idoso, Ana do Padre Frederico (MDB), na abertura da roda de conversa “O idoso e a cidade”, na tarde desta quarta-feira no plenário da Câmara Municipal.
 
O evento, parte das atividades da Semana Municipal do Idoso, contou com a presença de 15 convidados, todos idosos, que ocuparam as cadeiras dos vereadores para debater sobre diversos temas que envolvem a relação dessa parcela da população com a sociedade. O membro da Comissão do Idoso e presidente da Comissão de Saúde, vereador Kennedy Ribeiro (MDB), acompanhou o debate e se colocou à disposição da população idosa para atuar na melhoria do serviço de saúde a eles oferecidos pelo município.
 

Confira alguns dos temas abordados na discussão:
 

Violência e Estatuto do Idoso
 
O secretário de Segurança Urbana, João Armando Pinheiro, afirmou que o problema da violência na cidade tem que ser contemplado a partir de uma visão ampla. “A violência se combate com uma formação cultural que deve vir das escolas. Além da violência urbana, é um ato de violência quando tomamos o lugar do outro na calçada ou quando não cumprimentamos alguém”, apontou.
 
Na mesma linha de João, a coordenadora da Faculdade Vianna Jr, Célia Fasseber, apontou para a importância da educação no combate à violência. “Podemos ter a polícia mais aparelhada do mundo e o Exército nas ruas, mas se não educarmos nossas gerações e não dermos alimento e trabalho digno, nós nunca vamos nos livrar da violência”, disse. 
 
Nesse sentido, o representante do Conselho Municipal de Assistência Social, Oswaldo Andrade, reforçou a necessidade do planejamento integrado e complementar de todas políticas públicas e funções do governo. Além disso, ele lembrou que, a nível nacional, direitos absolutamente garantidos estão sendo retirados, inclusive da pessoa idosa, como o Benefício de Prestação Continuada.
 

Acessibilidade e trânsito
 
O pouco tempo para atravessar as ruas, a velocidade dos veículos e a dificuldade para pegar ônibus são algumas das queixas mais frequentes da pessoa idosa em relação ao trânsito e ao deslocamento em Juiz de Fora. 
 
O engenheiro de trânsito José Luiz Bastos aponta que, segundo levantamento próprio, no mês de março três idosos foram atropelados na área central de Juiz de Fora. De acordo com ele, a situação vai continuar se medidas não forem tomadas. “O reajuste do tempo dos semáforos que vem sendo realizado pela Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) é importante, mas podemos melhorar muito com um trabalho de fiscalização e uma política séria para a segurança dos pedestres no trânsito”, disse.
 
O presidente da Associação dos Aposentados, Antônio Amaral, afirmou que, além de discutir atropelamentos, tempo de travessia e velocidade dos veículos, é necessário procurar alternativas o mais rápido possível. “É preciso olhar para o futuro. Grandes alterações no trânsito, como obras de viadutos ou ruas demoram tempo para se concretizar. Por isso, precisamos começar a planejá-las desde já”, afirmou. Mais do que novos projetos ou mudanças, para o líder comunitário Olney Ferreira, a situação do idoso no município avançaria se as leis já existentes fossem respeitadas.
 

Envelhecer com saúde
 
“Se a pessoa, desde o nascimento, der atenção especial à saúde, ela vai envelhecer com  ânimo e disposição”, disse a representante da Ordem dos Advogados do Brasil em Juiz de Fora (OAB-JF), Anna Ede. No entanto, o acesso a exames e ao  atendimento médico nem sempre ocorre da forma como deveria, afirma o médico reumatologista Aloysio Fellet, com 60 anos de experiência na área. “É preciso acabar com o tempo de espera para exames e consultas porque o idoso não pode esperar”, opina. Além disso, para ele as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e pronto-socorros têm que estar aptas para atender o idoso de forma correta, oferecendo profissionais especializados, como o geriatra.
 
Além do acompanhamento médico, a prática de atividades físicas é essencial para o processo de envelhecimento saudável, aponta a professora e atleta Neuza Marsicano. Para ela, o poder público pode estimular a prática dessas atividades oferecendo maior segurança para pedestres e ciclistas, além de promover campanhas para aumentar a consciência da população sobre os benefícios da atividade física.
 
A Semana Municipal do Idoso é uma iniciativa da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos dos Idosos da Câmara - formada pelos vereadores Ana do Padre Frederico - presidente (MDB), João Coteca (PR), Vagner de Oliveira (PSC) e Kennedy Ribeiro (MDB), em conjunto com diversas entidades que também compõem a comissão: Settra/Comset, OAB, Caavanguarda, Amac/Centro de Convivência do Idoso, conselhos de Assistência Social e dos Direitos da Pessoa Idosa, FamIdade/Faculdade Metodista Granbery, UFJF, Associação dos Aposentados, Departamento de Saúde do Idoso, Prefeitura de Juiz de Fora, Coordenadoria da Política dos Direitos da Pessoa Idosa, entre outras. 

 
Informações: 3313-4734 / 4941 – Assessoria de Imprensa
 

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